Opinião

Carlos Matias

O populismo também é incendiário

O populismo insinua-se na análise das causas e das soluções para os incêndios rurais; simplifica o que é complexo, apontando uns quantos “culpados”, apregoa umas receitas de cartilha, elide os interesses em confronto e foge à definição concreta do conteúdo das “reformas” por fazer. Ora, aqui é que “bate o ponto”….

José Manuel Pureza

Uma nova respiração

Há movimento social em Portugal. A manifestação de jovens na Avenida da Liberdade contra a violência racista, a greve feminista e a greve estudantil pelo clima mostram essa nova vitalidade do movimento social, a sua criatividade propositiva e a sua determinação transformadora. E, mais que tudo, têm a força irreprimível da juventude.

Francisco Cordeiro

Vida ou lucro?

A polémica sobre a Celtejo foi-se diluindo com o tempo, mas os problemas de poluição no rio Tejo têm persistido.

 

Resoluções Mesa Nacional

A situação sanitária provocada pelo COVID-19 dá sinais de abrandamento, mas exige a continuidade dos esforços de contenção e a extraordinária mobilização de recursos do Serviço Nacional de Saúde. O número de infetados continua a crescer e ninguém sabe se ainda virão novas vagas do vírus. Entretanto, é incerta a perspetiva da descoberta e difusão massiva de uma vacina e continua desconhecido um tratamento eficaz.

“Já dura há quinze dias” diz um pescador de Abrantes. Outro de Arneiro, Nisa, afirma que “o rio baixou imenso no cais do Arneiro e está abaixo do nível mínimo. Não se vê mais que um metro, os lagostins andam cá por cima.  Esta água castanha é de Vila Velha pois em Salavessa, que é acima de Vila Velha, vê-se o fundo do rio. Em Salavessa e no cais das Portas de Rodão, as ovas das carpas “vão à vida” pois o rio baixou muito descobrindo o cascalho. Nem arrisco a ir pescar”.

Nos últimos dias, uma mancha densa de Azolla – uma planta aquática exótica e invasora – cobriu por dezenas de quilómetros a superfície do rio Tejo e os seus afluentes Ponsul, Sever e Aravil, no Parque Natural do Tejo Internacional, junto à albufeira de Cedillo situada na fronteira entre Portugal e a Comunidade Autónoma da Extremadura.

O Bloco de Esquerda exige às  autoridades competentes que procedam à limpeza das massas de água, identifiquem a origem dos nutrientes que eutrofizam o ecossistema, apurem responsabilidades e atuem nos temos da lei. Questionamos ainda a necessidade de articular com as autoridades do Estado espanhol um regime de caudais regulares que garanta as necessidades ecológicas e a boa qualidade da água do rio Tejo e seus afluentes.

A CCD de Santarém do Bloco de Esquerda reuniu por videoconferência, analisou a situação nacional e regional, dominada pelas consequências da pandemia do coronavírus e tirou conclusões. Este é o teor da resolução aprovada na CCD de Santarém do BE.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tomou conhecimento da situação de trabalhadores migrantes, que residiam em condições extremamente precárias e foram colocados em quarentena devido à situação epidémica. Esta população encontra-se numa situação de grande vulnerabilidade sujeita a abusos e atropelos aos seus direitos fundamentais.

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