Opinião

Carlos Matias

O populismo também é incendiário

O populismo insinua-se na análise das causas e das soluções para os incêndios rurais; simplifica o que é complexo, apontando uns quantos “culpados”, apregoa umas receitas de cartilha, elide os interesses em confronto e foge à definição concreta do conteúdo das “reformas” por fazer. Ora, aqui é que “bate o ponto”….

José Manuel Pureza

Uma nova respiração

Há movimento social em Portugal. A manifestação de jovens na Avenida da Liberdade contra a violência racista, a greve feminista e a greve estudantil pelo clima mostram essa nova vitalidade do movimento social, a sua criatividade propositiva e a sua determinação transformadora. E, mais que tudo, têm a força irreprimível da juventude.

Carlos Matias

Folclore é Cultura

Por uma vez, na Assembleia da República, falou-se de folclore.

 

Resoluções Mesa Nacional

Foi com profunda preocupação que o Secretariado Distrital de Santarém do Bloco de Esquerda analisou o Relatório elaborado pelo IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana relativo ao Levantamento Nacional das Necessidades de Realojamento Habitacional apresentado na última semana.

Com efeito, afigura-se grave que não se verifique uma avaliação crítica dos números fornecidos pelas Câmaras Municipais que, aparentemente, terão utilizado critérios diferentes para efetuarem o levantamento municipal, assim como o elevado número daquelas que indicaram como solução para o problema a categoria de “outras”, sem que se verifique uma identificação efetiva de como pensam colmatar essas necessidades identificadas.

Os trabalhadores dos CTT estão a ser vítimas da ganância da empresa concessionária e da inércia cúmplice do Governo.

A privatização dos CTT feita pelo XIX Governo, de Passos Coelho/Troika, relevou-se desastrosa, encerraram-se Postos de Correios, venderam-se imoveis e adquiriram-se empresas consideradas de risco, despediram-se trabalhadores, retiraram-se benefícios e impuseram-se condições de trabalho desumanas. Os CTT da gestão privada que distribuem dividendos pelos accionistas na ordem dos 345 milhões de euros/ano, penalizam os trabalhadores e a população, a quem é prestado um serviço postal deficiente.

O Secretariado Distrital de Santarém do Bloco de Esquerda manifesta a sua profunda preocupação com o aumento dos casos positivos de Covid-19 detectados na última semana em lares ilegais do Distrito. São mais 33 utentes e 11 funcionários vítimas da sobreposição do interesse económico ao respeito pelo trabalho e vivência em condições seguras e condignas.

Tão elevado número de infetados decorre da reiterada ausência de investimento público na resolução deste problema, quer a nível central quer, sobretudo, ao nível das autarquias.

Também a Segurança Social não está a cumprir com as suas obrigações de avaliação das estruturas residenciais para idosos.

O respeito pela saúde de todos e todas exige uma imediata resposta a este problema, com rastreios massivos e investimento numa rede pública de lares de suporte à terceira idade.

A situação sanitária provocada pelo COVID-19 dá sinais de abrandamento, mas exige a continuidade dos esforços de contenção e a extraordinária mobilização de recursos do Serviço Nacional de Saúde. O número de infetados continua a crescer e ninguém sabe se ainda virão novas vagas do vírus. Entretanto, é incerta a perspetiva da descoberta e difusão massiva de uma vacina e continua desconhecido um tratamento eficaz.

“Já dura há quinze dias” diz um pescador de Abrantes. Outro de Arneiro, Nisa, afirma que “o rio baixou imenso no cais do Arneiro e está abaixo do nível mínimo. Não se vê mais que um metro, os lagostins andam cá por cima.  Esta água castanha é de Vila Velha pois em Salavessa, que é acima de Vila Velha, vê-se o fundo do rio. Em Salavessa e no cais das Portas de Rodão, as ovas das carpas “vão à vida” pois o rio baixou muito descobrindo o cascalho. Nem arrisco a ir pescar”.

Nos últimos dias, uma mancha densa de Azolla – uma planta aquática exótica e invasora – cobriu por dezenas de quilómetros a superfície do rio Tejo e os seus afluentes Ponsul, Sever e Aravil, no Parque Natural do Tejo Internacional, junto à albufeira de Cedillo situada na fronteira entre Portugal e a Comunidade Autónoma da Extremadura.

O Bloco de Esquerda exige às  autoridades competentes que procedam à limpeza das massas de água, identifiquem a origem dos nutrientes que eutrofizam o ecossistema, apurem responsabilidades e atuem nos temos da lei. Questionamos ainda a necessidade de articular com as autoridades do Estado espanhol um regime de caudais regulares que garanta as necessidades ecológicas e a boa qualidade da água do rio Tejo e seus afluentes.

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